sábado, 20 de junho de 2015

A vida que segue

Cara, mas a Vida tem mesmo que seguir...
A fase está boa, sinto que um pouco de maturidade em todos os aspectos, rolou e que a vida realmente adulta me pega pela mão para caminharmos juntas. Tenho um amor que parece meu, um gato que não é meu, mas ele acha que é (finalmente castrado). E muitos doces para cozinhar toda semana, o que, mais que clientes, trouxe-me amigos. Amigos de anos, de poucos anos, novos amigos, amigos que entendem a minha mensagem quando elaboro cada doce com afeto e com prazer! A felicidade era mesmo simples.

:)

sexta-feira, 27 de março de 2015

Julia child

E sobre estar sempre pensando nas mil e uma coisas que você gostaria de fazer, sempre me vem à mente: Comer, cozinhar, comer, cozinhar. Mas como, pra quem e por quê são as "perguntas chefes".  Eis a questão! Assisti Julie & Julia pela primeira vez e nunca tinha ouvido falar de nenhuma das duas, como isso é possível? Uma amante da cozinha não ter ouvido falar nunca sobre Julia Child? Senti-me mal e insignificante,  mas acho que já chega de sentir-me assim, eu decidi, finalmente,  eu consegui decidir algo sobre a minha vida: não mais me sentir mal com coisas que podem ser contornadas e redirecionadas para o lado bom da coisa ruim que eu estava pensando. Hã?! Enfim, voltando ao filme, a Julie escreveu um blog no qual ela se dedica a fazer e postar todas as receitas do livro famoso da Julia Child, com isso,  ficou super famosa (coisa que eu jamais desejo pra minha vida). Apesar do stresse que Julie vive ao preparar os pratos, aquilo foi uma das coisas que ela fez de mais prazeroso e alegre de sua vida, que até então ela não sabia o que fazer, nem nunca conseguia terminar nada que começava (como assim, essa sou eu?). É um vazio existencial não explicativo de sentir o desejo de se fazer o que gosta, para preencher a vida e deixar algo de bom nela e O QUE fazer? Decidir ser eu mesma? 
O que seria pior: Confessar em um blog a vergonha de somente em pleno 2015 ter conhecido Julia child (mesmo se você tiver certeza que ninguém ler seu blog)? Ou sua mãe ignorar a sua vontade de desossar um pato porque você se sentiu inspirada com a Julie e pra ela (sua mãe) você está ficando louca e tirando a paciência dela com essa história?

Bom, pelo menos, eu já sou bem adulta (ou não) pra decidir o que fazer e fazer até o final. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Meu inteiro interior

Estou no meio de tudo de novo, sinto-me pronta, tipo essa gente que cresceu de verdade, sem meias-voltas e sem contar vantagem. Estou em mim, sou de mim, cresci não tão de repente, mas hoje, sou gente grande. Às vezes ainda choro e soluço, mas passa mais rápido que antigamente quando eu achava que o mundo iria explodir por conta da explosão que acontecia dentro de mim. Hoje, sou lar de mim, trazendo flores pra enfeitar as janelas da minha alma, que não está cansada do caos que viveu,  pelo contrário,  passou por tudo, respirou fundo e venceu...!

-Uma menina de 13 anos que de repente fez valer os 30.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sobre como é sentir-se completa

E foi com as tuas palavras que me fiz reconhecer na tua voz...
Foi com os gestos mais puros e mais loucos 
que alguém poderia sentir e observar os teus olhos 
que caminham sobre o chão do meu corpo 
e que consomem minha alma como quem consome tudo.
Foi por tanto te dizer que ainda tenho muito a falar 
e a minha boca fez morada na tua 
como um selo intacto,  intocável... 
um lacre divino que mora em nós agora.
Foi assim que me senti invadida 
pela tua luz que me cega para o que antes era cinza, pó e nada.
E é essa mesma luz que me guia pelo mundo
que morava na minha cabeça 
e que hoje mora diante dos meus olhos.
Somos abrigos de nós mesmos, 
um para o outro e ambos para o sonho que cresce 
e transborda dentro do infinito que nos tornamos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Engolindo Palavras

Tenho aqui dentro de mim, 
restos do que fui
Restos que brigam entre si 
numa eterna guerra perdida
Tenho o escuro e o nada 
que me permitem exagerar 
no aterro das palavras que não digo
Engulo linhas e como versos com vergonha deles
Eles ficam em mim
como uma marca, uma cicatriz...
Sou sensível e burra sim... 
porque eu sempre fui quebrando-me aos poucos 
e já não sei o que ainda é inteiro.

Estou engolindo as palavras, 
alimentando-me de letras engasgadas na alma
Estou por dentro cacos, 
amontoando-se por dentro e por fora de mim
como um choro inconsolável 
ou uma chuva fria que não passa...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Caos da Solidão



Ando parada no tempo do meu relógio quebrado
Encostada de desejos impossíveis e sentimentos vãos
Em pausa do mundo e de mim por tantos segundos
Perambulo como estranho em terra desconhecida

Estagno aqui,  sem medo, sem pressa, sem compaixão
Não sou guiada, pois estou morta neste corpo-prisão

Que anda em vazios absolutos de um caos infinito
Que não sabe onde apontar o caminho não dito

Se grito, não sou ouvida, se caio, já não sinto...

Sou abismo de um passado incerto que não se viu
Fui abrigo de nada e de tudo que tive e que me fugiu...!



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Radiohead - High & Dry



Passeando pela dimensão da bagunça dos meus pensamentos, deparo-me com essa música alucinógena do Radiohead. Para um fim de noite perfeito...!


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Cicatrizes


Como curar as cicatrizes? Cicatrizes não se curam, moça. Eis o que levamos até a morte, para lembrar o que fomos, o que fizemos e o que aprendemos. Não dói mais, não sinto o peso de ser o que fui e o que sou agora.  A ansiedade estacionou, mas ainda é um cão negro que está sempre prestando atenção em mim. A tristeza deu a volta por cima, pelo menos não ronda mais a minha quadra. Isso é bom sinal. Os pesadelos continuam e me fazem perder quase o dia inteiro com eles se reproduzindo em minha mente, como um disco arranhado, sem ter como parar. O meu rir voltou a fazer parte da minha rotina seca, mas ainda estou estranha e ainda sou eu que sinto o tudo que o caos do nada me trouxe. Ainda sou a mesma, palavra por palavra que escrevo ainda é tudo que faz de mim construção do meu eu de definição não exata, não acabado. Um eterno complexo de mim.  

Tenho um peso na alma e um respirar quase leve e muitas cicatrizes, que levarei comigo até o fim, onde estarei pronta para expor cada uma delas e emoldurá-las como uma obra de arte valiosa que todos admiram.

Escrevo porque mereço, e por não saber o que fazer comigo quando preciso tanto dizer...!