segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Caos da Solidão



Ando parada no tempo do meu relógio quebrado
Encostada de desejos impossíveis e sentimentos vãos
Em pausa do mundo e de mim por tantos segundos
Perambulo como estranho em terra desconhecida

Estagno aqui,  sem medo, sem pressa, sem compaixão
Não sou guiada, pois estou morta neste corpo-prisão

Que anda em vazios absolutos de um caos infinito
Que não sabe onde apontar o caminho não dito

Se grito, não sou ouvida, se caio, já não sinto...

Sou abismo de um passado incerto que não se viu
Fui abrigo de nada e de tudo que tive e que me fugiu...!



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Radiohead - High & Dry



Passeando pela dimensão da bagunça dos meus pensamentos, deparo-me com essa música alucinógena do Radiohead. Para um fim de noite perfeito...!


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Cicatrizes


Como curar as cicatrizes? Cicatrizes não se curam, moça. Eis o que levamos até a morte, para lembrar o que fomos, o que fizemos e o que aprendemos. Não dói mais, não sinto o peso de ser o que fui e o que sou agora.  A ansiedade estacionou, mas ainda é um cão negro que está sempre prestando atenção em mim. A tristeza deu a volta por cima, pelo menos não ronda mais a minha quadra. Isso é bom sinal. Os pesadelos continuam e me fazem perder quase o dia inteiro com eles se reproduzindo em minha mente, como um disco arranhado, sem ter como parar. O meu rir voltou a fazer parte da minha rotina seca, mas ainda estou estranha e ainda sou eu que sinto o tudo que o caos do nada me trouxe. Ainda sou a mesma, palavra por palavra que escrevo ainda é tudo que faz de mim construção do meu eu de definição não exata, não acabado. Um eterno complexo de mim.  

Tenho um peso na alma e um respirar quase leve e muitas cicatrizes, que levarei comigo até o fim, onde estarei pronta para expor cada uma delas e emoldurá-las como uma obra de arte valiosa que todos admiram.

Escrevo porque mereço, e por não saber o que fazer comigo quando preciso tanto dizer...!


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Reflexão de um dia qualquer...

Difícil é lembrar do que foi bom e não poder voltar pro que foi. Fomos feitos com ferro e aço para encarar essa vida, talvez seja por isso que chegamos nela chorando. Mais difícil é não saber exatamente o que dizer quando se tem muita coisa na cabeça pra ser dito ou talvez pra não ser...
Existem uns momentos que dão pra esquecer o pior, o amargo, os dias de incertezas, mas a maioria não.  Cada um tem a essência do aço corroendo suas veias, consumindo seu sangue e fazendo secar as suas lágrimas, o que importa é saber lidar com essa intoxicação ininterrompivel que nos diminui cada vez que um dia termina. 


Não sei se foi sonho, mas eu estava vestindo um vestido azul anil e eu tinha um sorriso torto no rosto cheio de cor e nesse dia eu era feliz.

-Por dias leves e sem pressa de acabar...!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Eu corrompida...




Eu faço o meu mundo
Eu única em universos paralelos
Eu sozinha em caminhos tortos
Eu louca com a loucura de mim
Eu pequena em meio a gigantes

Perdida, partida, enlouquecida...
Corro em direção ao nada
Que sempre encontro
e que sempre me persegue...

Eu livre e prisioneira de mim
Eu saudade, nostalgia em sopros breves
Inconstante, incessante, em desvario
Eu eternizada nas cores que refletem
Meu olhar no espelho do esquecimento.

sábado, 13 de setembro de 2014

Quando me perco em palavras


Solta... 
estou solta.
Estou pior.
Pior de mim, 
pior em mim.

Sou palavra que nada diz,
Sou feita até do que não fiz.
Sou ferida por dentro e por fora
E ninguém viu, ninguém sabe.
Meu corpo zumbi, por aí a fora,
Imprudente...!
Transformado em gritos que não se ouve.

Serei luz que não se enxerga?
Ou treva, que nada também se vê?!

Louca, ingênua e fria,
Meu presente,
O futuro do que fui
De um passado mal vivido...!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Dúvida de Mim



Em quantas serei só capaz de ser.
Conheço-me tanto à ponto de entender?
Em quantos pedaços terei que ser partida?
Em que mundo andarei sem sequer me saberem
Vivo juntando pedaços do meu próprio eu
Incompreendido, aprisionado e escondido...

De mim mesma e por mim mesma
Não sei quem sou...
Sinto em demasia tudo que me toca
Que me tem, que me apodrece.
E nunca sei onde ir, pra onde olhar
Sem precisar ser vista ou tocada.

Vivo inteira abismo de mim
Sem saber até quando

 ou se pra sempre assim.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Youth - Daughter


Essa música fala comigo todos os dias. Fica aí, quem não curte, vai curtir!
<3

Eu vejo as luzes que se apagam lentamente e tão pavorosamente
Tenho monstros debaixo da cama 
e luto com meu eu inventado por mim todos os dias.

01:46 am